sábado, 17 de novembro de 2007

Quero entender os caminhos do amor. Acho que vivemos, amamos, somos amados e ainda não aprendemos a lidar com esse bruto sentimento. Mesmo o jogo do amor sendo esclarecido nas etapas da maturidade, sempre fica as possibilidades e incertezas que insistimos em nos prender. Nos enchemos de impáfia mas não sabemos se devemos ligar ou não. Se é a hora certa de procurar ou ser procurado e se tomar a iniciativa é a melhor decisão.
Dormir com saudades e rezar para que o destino nos proporcione o melhor caminho e que, no fundo, esse melhor caminho seja o desejo que estamos sentido, plenamente realizado. Esse duro conflito de razão e emoção entre os próprios pedidos já é lá uma das constradições do amor. Fingimos que não queremos o tanto que queremos, só para não dar o braço a torcer, para não parecer frágil e intensa demais.
Mas e dai? o que vai acontecer se haver fragilidade? Vamos quebrar? Não sei, tenho minhas dúvidas. Afinal o que pode ser pior do que usar mascaras?
Eu não era assim, tão calma, tão melancolica, tão eterea. Meus olhos nem eram perdidos nem tinha gosto de fel em minha boca. Não tinha essa alma recolhida, esse vestígio de gente perdido em cacos vazios. Não percebi a mudança simples, certa, rápida, vigorosa. Não entendi os caminhos, mas percebi os sentidos.
Essa sombra rente aos meus olhos era mais discreta. Abriu-se caminhos em minha testa tesa. Minha cabeça era menor, com menos problemas, perdas, dores ardentes.
Esboço que eu era. Rascunho que sou.