O AMOR QUE NÃO ACONTECE QUANDO DEVERIA ACONTECER
Shakespear dizia que o amor é o escândalo da aritmética. Que transforma dois em um, sem constrangimento, nem explicação. Mas digo que o escândalo é maior ainda. Porque transforma duas pessoas diferentes em iguais.
O ser humano busca pessoas diferentes de si mas que tenham todos as suas semelhanças e afinidades. Num mundo tão heterogênio, encontrar essa pessoa pode ser uma missão impossível. Mas errando e acertando ao longo dessa vida, numa busca constante e universal de encontrar a cara metade, vamos testando os diversos tipos de sentimentos e sensações, com pessoas variadas e incontantes.
Porque ele gosta de música clássica e ela de funk mas sente uma atração tão inebrinante quando ela sorri? E mesmo se ele já tem mestrado em engenharia e ela esta terminando o cursinho de pré vestibular para fisioterapia, tudo o que ela diz a ele parece tão interessante, tão diferente, que dá vontade de ficar ao lado dela pro resto da vida. Porque eles tem em comum aquela ponta de cotidiano e afinidade que não temos capacidade lógica para identificar. Apenas podemos sentir.
O amor é a lógica da fé. Não se vê, não se explica, não se toca. Apenas sentimos, acreditamos e mudamos nossas vidas. O amor é a grande mudança. Apenas ele e mais nada, é capaz de gerar caminhos definitivos, seja pela falta ou excesso.
E com a frase "o que tiver que ser será", em cada etapa de nossa vida encontramos um amor diferente, que irá nos complementar de acordo com nosso momento atual. Mas ele pode ser tão completo, que pode durar por um longo período ou mesmo pela vida inteira. Então deixa de ser dois para ser apenas um. E ai voltamos para o escândalo da aritmética.
Alessandra Pereira
terça-feira, 19 de agosto de 2008
O meu homem não sabe que é meu, nem dele mesmo. Meu homem vaga muito pela vida sem ter noção do que é, do que quer. A teimosia do "não" o atordoa e freia suas vontades e realizações. Esse homem é belo, iluminado, mas tem se apagado nas escolhas da vida.
Opaco, vagueia pelas ruas, ora bêbado, ora sem nexo. Se contradiz em suas andanças e caminhos, clareia sua vida pelo farol de seu carro e parece lúcido, parece sensato. Mas está pardo. Tem um mundo a frente, deixa tudo para trás e só erra com os pés descalços. Não se protege, não se reprime, se joga como um paraquedista livre no ar.
Ele é espírito solto pelo céu. Vaguei como fantasma de seus medos mas também sabe ser luz. No mar que navega sua alma, ele se joga nas ondas traiçoeiras em combate com o bicho que te rói por dentro. As vezes ele vence esse bicho, outras se deixa dominar. Mas segue com seu coração trancado pelas mais frias inspirações racionais, onde nada parece o abalar, a não ser o amor que deve acontecer.
O meu homem é um lindo homem. De balançar corações e pernas. Ele tem voz rouca, fala bonito e olha nos olhos, com vibração e alegria. Ele tem um jeito que todo mundo quer um pouco pra si. Diz palavras bonitas, verdades sinceras, belezas profundas. Atrai as mulheres e a inveja dos homens, odor para poucos. Ele é um homem da vida, de todos os lugares, de todas as pessoas, de todas as horas. Mas ele é meu, de verdade, de essência, ele é só meu. Por isso, ciente desse destino, eu permito que ele transite pelas beiras de todos os cantos, pelos corpos de mulheres aflitas, pelas mãos da solidão transeunte. Porque ele volta para o seu ninho, o seu ponto de partida, mesmo quando ele não sabe o porquê. Eu sou o seu amor.
Opaco, vagueia pelas ruas, ora bêbado, ora sem nexo. Se contradiz em suas andanças e caminhos, clareia sua vida pelo farol de seu carro e parece lúcido, parece sensato. Mas está pardo. Tem um mundo a frente, deixa tudo para trás e só erra com os pés descalços. Não se protege, não se reprime, se joga como um paraquedista livre no ar.
Ele é espírito solto pelo céu. Vaguei como fantasma de seus medos mas também sabe ser luz. No mar que navega sua alma, ele se joga nas ondas traiçoeiras em combate com o bicho que te rói por dentro. As vezes ele vence esse bicho, outras se deixa dominar. Mas segue com seu coração trancado pelas mais frias inspirações racionais, onde nada parece o abalar, a não ser o amor que deve acontecer.
O meu homem é um lindo homem. De balançar corações e pernas. Ele tem voz rouca, fala bonito e olha nos olhos, com vibração e alegria. Ele tem um jeito que todo mundo quer um pouco pra si. Diz palavras bonitas, verdades sinceras, belezas profundas. Atrai as mulheres e a inveja dos homens, odor para poucos. Ele é um homem da vida, de todos os lugares, de todas as pessoas, de todas as horas. Mas ele é meu, de verdade, de essência, ele é só meu. Por isso, ciente desse destino, eu permito que ele transite pelas beiras de todos os cantos, pelos corpos de mulheres aflitas, pelas mãos da solidão transeunte. Porque ele volta para o seu ninho, o seu ponto de partida, mesmo quando ele não sabe o porquê. Eu sou o seu amor.
sábado, 17 de novembro de 2007
Quero entender os caminhos do amor. Acho que vivemos, amamos, somos amados e ainda não aprendemos a lidar com esse bruto sentimento. Mesmo o jogo do amor sendo esclarecido nas etapas da maturidade, sempre fica as possibilidades e incertezas que insistimos em nos prender. Nos enchemos de impáfia mas não sabemos se devemos ligar ou não. Se é a hora certa de procurar ou ser procurado e se tomar a iniciativa é a melhor decisão.
Dormir com saudades e rezar para que o destino nos proporcione o melhor caminho e que, no fundo, esse melhor caminho seja o desejo que estamos sentido, plenamente realizado. Esse duro conflito de razão e emoção entre os próprios pedidos já é lá uma das constradições do amor. Fingimos que não queremos o tanto que queremos, só para não dar o braço a torcer, para não parecer frágil e intensa demais.
Mas e dai? o que vai acontecer se haver fragilidade? Vamos quebrar? Não sei, tenho minhas dúvidas. Afinal o que pode ser pior do que usar mascaras?
Dormir com saudades e rezar para que o destino nos proporcione o melhor caminho e que, no fundo, esse melhor caminho seja o desejo que estamos sentido, plenamente realizado. Esse duro conflito de razão e emoção entre os próprios pedidos já é lá uma das constradições do amor. Fingimos que não queremos o tanto que queremos, só para não dar o braço a torcer, para não parecer frágil e intensa demais.
Mas e dai? o que vai acontecer se haver fragilidade? Vamos quebrar? Não sei, tenho minhas dúvidas. Afinal o que pode ser pior do que usar mascaras?
Eu não era assim, tão calma, tão melancolica, tão eterea. Meus olhos nem eram perdidos nem tinha gosto de fel em minha boca. Não tinha essa alma recolhida, esse vestígio de gente perdido em cacos vazios. Não percebi a mudança simples, certa, rápida, vigorosa. Não entendi os caminhos, mas percebi os sentidos.
Essa sombra rente aos meus olhos era mais discreta. Abriu-se caminhos em minha testa tesa. Minha cabeça era menor, com menos problemas, perdas, dores ardentes.
Esboço que eu era. Rascunho que sou.
Essa sombra rente aos meus olhos era mais discreta. Abriu-se caminhos em minha testa tesa. Minha cabeça era menor, com menos problemas, perdas, dores ardentes.
Esboço que eu era. Rascunho que sou.
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